Autor: ALIIrece

  • Poesia Eutanásia – Estácio Dourado

    Poesia Eutanásia – Estácio Dourado

    Crédito da foto: Pixabay

    I
    Dói, tudo dói
    Já não tenho esperanças
    A morte virá, há qualquer instante
    Deixe-me ir, irei em paz

    II
    Ajude me a morrer, por favor!
    Dói, tudo dói!
    Tendes piedades, senhor doutor!
    A escolha do meu destino, a mim me pertence

    III
    Quero escolher a forma do meu fim
    Dê-me um copo de veneno, com mel
    Injete me na veia entorpecentes mortiferos, por favor!
    Já não aguento mais, passe-me uma caneta
    Quero autorizar a minha morte
    Pois tudo dói, é melhor partir.

    IV
    Ah!, também quero morrer
    Não tenho dores
    Apenas não sei onde estou
    Não sei quem sou
    Por que viver, então?

    V
    Estou em coma, na cama de um hospital
    Meu quadro é irreversível, tenho que morrer
    Sou um grande estorvo para a minha família
    Estou ocupando um leito que outro poderia estar
    Tentando a sobrevivência, não tenho esse direito de atrapalhar

    VI
    Mate-me!
    Não posso expressar isso, pois não existo
    Sou apenas um corpo inerte, inútil!
    Não ficarei aqui mais vinte anos, vegetando.
    Legalizem esse direito, senhores políticos
    Eu quero morrer! É meu direito!


    Poesia copiada do livro de crônicas e poesias intitulado “O ENTARDECER DE UM HOMEM TRISTE“, do poeta e membro da Academia de Letras de Irecê Estácio Marques Dourado.

  • REFUGIADOS – Por Estácio Marques Dourado

    REFUGIADOS – Por Estácio Marques Dourado

    Refugiados - Poesia de Estácio Marques Dourado
    Crédito da foto: Pixabay

    I

    Foges da tua pátria – menino, menina!

    Foges da terra que te viu nascer

    Fogem homens, fogem mulheres!

    Idosos, doentes, maltrapilhos, quase mortos!

    II

    Foges da guerra, foges da fome

    Foges para uma Europa hostil

    Que não quer lhes abrigar

    Não fique aí parado, a insensatez humana irá lhe matar

    III

    Foges de barco, onde só cabem dez.

    Centenas querem o oceano atravessar

    Se ficares no seu país, morrerás queimado, baleado!

    Não há outro jeito, você tem que arriscar

    IV

    Morre menino de Aleppo, da Síria

    Antes de morrer, deves chorar

    Morrem crianças de todo o oriente

    Sucumbem, afogam-se, tentando se salvar

    V

    Refugiados do mundo, procurem um outro planeta.

    Este não serve para se habitar!

    A poesia REFUGIADOS, de Estácio Marques Dourado, faz parte do livro do autor, intitulado “O Entardecer de um homem triste”.

    Estácio Marques Dourado, membro da Academia
    de Letras de Irecê, é autor de outros livros
    como, por exemplo, DOCES LEMBRANÇAS DO INTERBA.

  • Poema do Ano-Novo Gustavo Dourado Feliz 2022

    Imagem: Pixabay/blende12

    Poema do Ano-Novo
    Gustavo Dourado
    Feliz 2022

    Festival do Ano-Novo
    Desde a antiguidade
    Na velha Mesopotâmia
    Foi grande festividade
    Lá nos tempos de criança
    Festejei tal novidade

    (mais…)

  • Poema de Natal – por Gustavo Dourado

    POEMA DE NATAL
    Por Gustavo Dourado

    Nos idos da Babilônia
    Foi Zagmuk festival
    O Natal é festa antiga
    Tanto quanto o Carnaval
    Na velha Mesopotâmia
    Celebração cultural

    (mais…)

  • Zumbi dos Palmares

    Pintura de Zumbi – Imagem Wikipedia.org

    Por Gustavo Dourado

    Luz da consciência negra
    O comandante guerreiro
    Mártir sangue africano
    Um herói dos brasileiros
    Luz contra a escravidão
    É herói no mundo inteiro

    (mais…)