
POEMA DE NATAL
Por Gustavo Dourado
Nos idos da Babilônia
Foi Zagmuk festival
O Natal é festa antiga
Tanto quanto o Carnaval
Na velha Mesopotâmia
Celebração cultural

POEMA DE NATAL
Por Gustavo Dourado
Nos idos da Babilônia
Foi Zagmuk festival
O Natal é festa antiga
Tanto quanto o Carnaval
Na velha Mesopotâmia
Celebração cultural

Por Gustavo Dourado
Luz da consciência negra
O comandante guerreiro
Mártir sangue africano
Um herói dos brasileiros
Luz contra a escravidão
É herói no mundo inteiro

Eis Fiódor Dostoiévski
A dissecar a alma humana
Do funesto ao solitário
De uma realidade insana
Beleza e humanitismo
Com uma ação des.umana
Os Irmãos Karamazóv
Dostoiévski em ação
Dilemas da humanidade
Com a mente em ebulição
O dinheiro que avassala
Mundos em transformação
Smierdiákov, Raskolnikov
Em estilo arrevesado
De compreensão difícil
O tempo desarticulado
Entre o tosco e o natural
Que soa multifacetado
Tem tensão na narrativa
Com o diálogo cultural
Há interação no romance
Tem a dialógica crucial
O filosófico-religioso
E o psicológico-social
Linguagem cheia de vida
Tem arte, engenhosidade
O movimento do tempo
Com pressa e agilidade
O drama da sobrevivência
Luta, universalidade
Urdidura inteligente
E temática universal
Do Socialismo Utópico
À dominação do capital
O sentimento de culpa
Com os conflitos da moral
A Rússia dos Karamazóv
De subversão, filosofia
O diabo que em pessoa
Na trama mal se anuncia
Justiça que cega, incrimina
Tem bebedeira e orgia
Do evangélico ao satânico
Os ecos da duplicidade
As contradições do ser
A constante dualidade
Vai da pureza à heresia
Conflitos da humanidade
A crítica ao capitalismo
Com desejos de utopia
O socialismo distante
Que o sonho prenuncia
Contradições, paradoxos
Que falam na polifonia
Foi Fiódor Dostoiévski
Romancista-Escritor
Retratou o povo pobre
Com o seu gênio criador
Foi preso e perseguido
Pelo tirano czar-ditador
“O Idiota” e “Os Possessos”
Também de “O Jogador”
“O Duplo”, “Crime e Castigo”
E de “Diário de um Escritor”
De Irmãos Karamazov
Dostoievski é grande autor
“Memórias do Subterrâneo”
“Noites Brancas”,
“Pobre Gente”
“Humilhados e Ofendidos”
A verve de “O Adolescente”
“Memórias da Casa dos Mortos”
Dostoievski ferve a mente
Mestre russo do romance
Leu Vítor Hugo e Cervantes
Byron, Shakespeare, Homero
Schiller e Balzac triunfantes
Leu teatro, mil romances
Foi de Édipo às Bacantes…
Polifonia romanesca
A dor e prisão sexual
Há dicotomia na trama
A peleja do bem e do mal
Com a dialética presente
O romance fundamental



Artigo escrito por:
Gilmar Bittencourt Santos Silva 1

No final deste ano após tantas perdas, inclusive entre as populações negras no Brasil (por Racismo, Bala ou Covid -19), a Câmara dos Deputados numa articulação, raspada a facão (Emicida), das esquerdas com o movimento negro, colocou em votação e fez aprovar naquela casa o projeto de decreto legislativo 817/2015 a Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância pretende ser instrumento de combate ao racismo estrutural.
Ante as falas contra o texto e por conta do meu engajamento e pesquisa, logo imaginei que o texto poderia trazer algo que pudesse mudar as condições de vida no campo, em particular ao falar sobre reparações. Não é o caso. Bastam dois cliques no site da Câmara Federal.